Entrevista com Euvaldo Cabral Jr., PhD: Realidades Invisíveis – Parte 2

Alexandre de Carvalho Borges 14 de agosto de 2011 0
Entrevista com Euvaldo Cabral Jr., PhD: Realidades Invisíveis – Parte 2

Por Alexandre de Carvalho Borges – Agosto de 2011

 

Em suas pesquisas, o senhor acredita que o EVP/TCI é um fenômeno de inteligência unicamente humana ou possivelmente envolva também inteligências não-humanas?

O fenômeno que chamo EDP (que engloba EVP e TCI) envolve mentes não-humanas tanto quanto humanas. Mais do que isso, a supervisão das comunicações tem sido feita, muitas vezes, por vozes que se identificam como não humanas, quando pergunto o que são. Mais do que isso, em minha opinião, nas realidades não-físicas para onde vão a grande maioria dos que deixam seus corpo físicos (que na Teoria de See são chamadas de Real Worlds, ou Mundo Reais), a existência e interação com mentes que na época da observação estão ocupando corpos não-humanos, é normal.

Qual sua opinião sobre os experimentos de EVP que superam a média dos outros experimentadores, como por exemplo, as vozes claramente audíveis, em tempo real, obtidas pelos pesquisadores Marcello Bacci, na Itália, e Hans Otto Konig, na Alemanha?

No Capítulo 4 do livro podemos encontrar a descrição do que chamei de Inter-Reality Communication Channel (IRCC). Lá, pela observação das peças componentes de uma comunicação bem sustentada por tempo longo o suficiente para descaracterizar o fenômeno perceptual (PEDAR) (maior que cerca de 5 segundos), nota-se que uma combinação de equipamento, experimentador, transmissor e supervisor (pessoas não-físicas que têm a capacidade de bloquear a comunicação) se faz necessária.

Como você se refere a vozes ‘claramente audíveis’, você está se referindo ao fenômeno físico (PHYDAR) que para ser sustentado dessa forma exige que seja via rádio ou outro meio de recepção, onde o sinal é enviado de uma das existentes estações transmissoras situadas no que a TS chama de Immediate Non-Physical Reality INOPHYR – Realidade Não-Física Imediata. Tais transmissões não violam certas regras impostas pelos supervisores e, quase sempre, tem fim de auxílio ou caritativo. Elas também mostram que, quando com alta probabilidade vinda das mentes do modelo, a sofisticação do equipamento receptor é dispensável. Basta, muitas vezes, um simples receptor de radio acoplado a um gravador.

Poderia nos fornecer um resumo da Teoria de SEE, ou teoria da Fonte de Tudo e de Todos, exposta no livro Realidades Invisíveis?

A Teoria de SEETS é o resultado de mais de 20 anos de análise das idiossincrasias da comunicação eletrônica. Ela começou na Inglaterra em 1990 com o título “Actual Brain Theory”, e depois passou por vários nomes e modificações: Theory of the Emotons (Teoria dos EMOTONS), Holographic Theory of the HOMONS e, finalmente, TS.

A TS segue um caminho de continuação filosófico-matemática das teorias espíritas Kardecistas, da visão acurada de Luís de Mattos (criador do Racionalismo Cristão) e da mais avançada teoria de Pietro Ubaldi (nos três livros da série de 24: ‘A Grande Síntese’, ‘Deus e o Universo’ e ‘O Sistema’).

Esses autores, com auxílio de comunicação mediúnica (Kardec), profunda intuição de correntes de pensamentos da Realidade Mental (termo da TS), (Ubaldi) e ambos (Luís de Mattos: tudo é constituído de Força e Matéria; comparar com a visão da Teoria de SEE, onde tudo é constituído de Vida e Matérias), passaram ao mundo importantes conhecimentos sobre a estrutura dos mundos não-físicos, até então imersas na profunda ignorância do materialismo ou na visão claramente errônea das religiões do mundo.

Livro Realidades Invisíveis

A TS expande consideravelmente o ponto deixado por esses nobres pesquisadores. Ela foi escrita a partir de observações, por mim efetuadas, de uma grande quantidade de experimentos com equipamentos eletrônicos. Tais equipamentos foram de inúmeros tipos (Caps. 3 e 4 do livro para mais de cem descrições, com resultados). Depois, o processo de criação continuou com base em minha própria intuição (ocorrida várias vezes de forma inesperada e inusitada) e no conhecimento adquirido da muito longa experimentação.

Quando uma ideia era detalhada, eu partia para a o contato com as OMMS (Out of Matter Minds – mentes fora da matéria, termo da TS) na forma de perguntas e respostas obtidas pelo método PEDAR. Tal técnica foi desenvolvida como tempo ao ponto de me permitir o diálogo com NOW (number of words – número de palavras) de 2 a 5 em frases de respostas com NOB (Number of Bounces– número de idas e vindas, ou seja, numero de vezes que uma pergunta recebe uma resposta direta) de 1 e mais raramente 2.

O resultado final, a TS, descreve tudo que existe partindo da Gênesis, onde as realidades física, real e mental são criadas com suas respectivas realidades não-físicas imediatas (todas as matérias são pares físico-não-físicos, segundo a TS). O big-bang é o processo de tal criação. Junto com as unidades criadoras dessas realidades (LIFONS descaídos de unidades SEEONICAS de vida chamada VITONS, unidade constituinte de SEE), são distribuídos os VITONS pelas três realidades principais. Assim, após a vida florescer em um mundo físico, não físico ou mental com base nos VITONS e na estrutura da matéria organizada naqueles mundos, multidões de seres vivos evoluem do mineral ao espírito.

Ao evoluir, a matéria se organiza, surgem os cérebros. Os cérebros começam a produzir unidades elementares na Realidade Mental. Após um número crítico, tais unidades se agrupam e agregam uma unidade (SEEON) do mundo SEEONICO (realidade primordial de SEE, que engloba todas as outras) e uma ISA (Individual SEEONIC Aggregate – Agregado SEEÔNICO individual – ‘espírito’) é formado. A partir daí, surge a autoconsciência e vários SEEONS começam a se acumular, os quais representam o aprendizado evolutivo do indivíduo.

As unidades mentais são de três tipos: COGNONS, RATIONS, e EMOTONS. As primeiras são produzidas com a acumulação de conhecimento. Nada é perdido. As segundas, com todos os raciocínios, com a inteligência. A terceira, com toda e qualquer emoção. Ao morrer na realidade física, tudo que é vivo sobrevive nos Mundos Reais (o mundo que será depende de qual é o ser vivo e qual o seu grau SEEÔNICO ou evolutivo). Nos Mundos Reais, ao morrer, perde-se o Corpo Real (igual ao físico) e começa-se a viver na Realidade Mental. A vida em cada realidade (física, real e mental) prossegue de forma aparentemente isolada das que vem acima, como é o caso da nossa física que parece para a maioria isolada da não-física imediata e, consequentemente, de todas as outras acima, segundo a TS.

Após a experiência mental, a mente da presente vida é absorvida pela ISA e o indivíduo fica sem corpo, físico ou não-físico. Nesse momento, ele pode ceder um SEEON de qualquer das mentes lá existentes (cada mente, uma vida física ou não-física), para uma mente de um feto em formação nos mundos reais ou físicos. É a Remateration (“remateração” – termo da TS), mais apropriado que “reencarnação”, pois nos mundos reais a ‘carne’ não é a que conhecemos por aqui.

A TS mostra que no final de um ciclo (universo físico muito velho e matéria física totalmente desagregada) a matéria física é absorvida pela não-física imediata. Desse ponto, condensa-se de novo e um novo big-bang ocorre. Na realidade total ou SEEÔNICA, esse ciclo está ocorrendo em inúmeros universos físicos que estão afastados uns dos outros uma distância muito maior que o limite atual de cerca de 14 bilhões de anos luz. Em termos de física, a TS postula que não existe matéria física isolada, somente pares físico-não-físicos. Daí a reabsorção pela matéria física imediata no final do ciclo.

Bem, se eu continuar falando, não tem fim! É preciso ler a teoria no livro. Todos os termos da TS são novos. Isso se deveu ao fato de que a TS traz muitos aspectos novos aos modelos existentes e, muitos deles, são inéditos e não devem ser confundidos com outros antigos e obsoletos. A TS em sua forma matemática (em desenvolvimento) é a verdadeira Theory of Everything – TOE (Teoria de Tudo), que a física atual sonha em desenvolver. Nenhuma TOE será desenvolvida sem a inclusão dos mundos não-físicos, muito mais importantes que os físicos na jornada evolutiva dos seres vivos.

Qual a contribuição, hoje, que o campo do processamento digital de sinais e das redes neurais artificiais pode trazer para o estudo das vozes eletrônicas?

A contribuição da limpeza do ruído de fundo das vozes EVP, quando são físicas, ou seja, PHYDAR. A geração de ruídos com várias distribuições para o caso das vozes perceptuais (PEDAR), com a consequente busca de um automatismo que identifique a presença de PEDAR no ruído gerado, de forma a permitir a análise posterior ao tempo de gravação.

Particularmente, eu desenvolvi várias coisas nesse sentido. Uma rede neural do tipo MLP, treinada com vozes ruidosas e limpas, pode aprender a separar o ruído de vozes PHYDAR. Depois de um relativo sucesso, eu não continuei a pesquisa nesse processo devido ao fato do fenômeno físico ser raro e a comunicação não se sustentar em condições normais (muitas comunicações físicas claras são evidentes fraudes). A pesquisa em PEDAR mostrou-se muito mais promissora, pois qualquer pessoa pode treinar seu ouvido para ouvir PEDAR e ter sucesso se as condições do canal IRCC (Capt. 4 – ver acima) forem favoráveis.

Em relação às imagens e vídeos de alegada procedência paranormal. Qual o caminho a seguir para diferenciar entre algo genuíno e a simples pareidolia?

Se o processo de gravação e a idoneidade do gravador não puderem ser comprovadas, eu voto por assumir como pareidolia ou fraude. Entretanto, se forem eliminadas as causas espúrias, o que diferencia é a complexidade. A pareidolia normalmente se refere a imagens que visivelmente podem ser interpolações do cérebro humano. Por exemplo, no capitulo 4 do livro eu mostro um exemplo claro de uma face obtida por um método artificial, a qual é claramente pareidolia. Mostrando para várias pessoas elas juraram que era real!

Em seguida há uma imagem real (PHYDVIR), obtida por processo físico, onde a quantidade de detalhes é de tal ordem que torna a pareidolia praticamente impossível. Há inúmeras faces em várias posições da imagem e, além disso, a imagem grande forma uma inusitada imagem de face. Aquela imagem surgiu no meio de milhares de frames consecutivos onde nada havia. Em resumo: forma de obtenção e complexidade. A TS explica o processo pelo qual imagens mentais colapsam em equipamentos. Há muito trabalho pela frente.

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Nota: O livro “Realidades Invisíveis: Uma investigação Eletrônica” pode ser adquirido no próprio site do autor: www.realidadesinvisiveis.net

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