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Sonda que será lançada a Saturno causa comoção entre ativistas antinucleares

Com o adiamento da missão da sonda Cassini ao planeta Saturno, os ‘anti-Cassini’ estão cada vez mais em agitação. Sempre com uma dosagem de exagero, páginas e mais páginas na internet se proliferam contra o lançamento da sonda. Eles temem uma catástrofe nuclear. Em http://www.seds.org/spaceviews/cassini há artigos e até uma votação dos internautas sobre a polêmica sonda.

Abaixo, matéria do jornal O Estado de São Paulo:

Cassini está pronta para lançamento

O Estado de S. Paulo – 15 de outubro de 1997

CABO CANAVERAL – As sondas norte-americana e europeia Cassini e Huygens, respectivamente, estão prontas para empreender a viagem de sete anos e cerca de 3,5 bilhões de quilômetros até Saturno e sua principal lua, Titã. O lançamento, adiado de segunda-feira para hoje, por causa do vento e problemas técnicos, foi programado para as 4h43 (hora local). Lançadas por um foguete Titã-IVB/Centaur, as duas sondas deverão entrar em órbita do planeta em julho de 2004.

A Nasa tem até 15 de novembro para lançar a sonda; se passar dessa data, o módulo precisará de mais dois anos para chegar a Saturno. A sonda passara por Vênus, pela Terra e por Júpiter para ganhar velocidade auxiliada pela forca da gravidade. A missão exploratória inteira, que inclui análises de Saturno, de seus anéis e luas – entre as quais a gigantesca Titã -, custara US$ 3,4 bilhões.

Cassini é a sonda interplanetária maior e mais cara da Nasa e, para horror dos ativistas antinucleares, a que transporta a maior quantidade de plutônio (33 quilos). Cientistas envolvidos no projeto garantem que o lançamento não oferece nenhum tipo de risco e, para provar isso, levaram filhos e netos para acompanhar o evento, que acabou sendo abortado.

Ambientalistas temem que um acidente no momento do lançamento provoque uma chuva de plutônio carcinogênico (capaz de causar câncer). No domingo, apenas um manifestante enfrentou o risco e foi até Cabo Canaveral, carregando um cartaz pedindo o cancelamento da missão. A uma distância segura, 1.200 quilômetros dali, em Washington, 70 ambientalistas participaram de uma vigília.

Para o lançamento, o Departamento de Energia e a Nasa designaram 34 equipes para acompanhar a região. Segundo o governo, o objetivo é provar à população que não há perigo em caso de explosão do foguete. Muitos temem que um acidente possa liberar o plutônio na atmosfera e milhares de pessoas morram de câncer. Esse risco, segundo estatísticas do governo, é de menos de 1 em 1 milhão. E, caso isso ocorresse, o número de casos de câncer no mundo aumentaria em 120. (Associated Press e EFE)

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